domingo, 14 de outubro de 2007

Dialética

É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
E em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo pra ser feliz

Mas acontece que eu sou triste...
Vinicius.

beguin the beguine, artie shaw

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

=0P É falar, discutir, debater... Infinitamente.

Há tempos não leio jornal. Ou revistas do tipo Época, Veja etc. Meu negócio agora tem sido ler Superinteressante, Galileu, O Poderoso Chefão, gibis e assistir ao Cidade Alerta, a documentários históricos - principalmente sobre a Idade Média - e ao Casos de Família. É que eu cansei, entende? Cansei do Renan Calheiros, da justiça [?], do aquecimento global, do etanol.
Sabe por quê? Porque, sinceramente, eu não dou a mínima. Quando eu era pequena e aprendia todas aquelas coisas que a gente supostamente não deve fazer, eu não fazia. Em compensação, havia coleguinha pra sujar o chão, coleguinha pra bater nos outros, coleguinha pra tirar catôuta do nariz cantando o hino nacional. Daí, quando eu cheguei na sexta série, resolvi que podia descambar também e deixei de me importar.
O país monta no pobre; o pobre não sabe disso e, se sabe, as contas não permitem que ele saiba direito; o rico enriquece, concebe grandes ou grotescos projetos, e fica mais rico, não importando o quão éticos são os meios utilizados para tanto; e a classe média... a classe média some, porque o governo bem sabe que é ótimo quando há apenas o lado pra enganar e o outro pra acompanhar no deboche. Não que isso me irrite, de forma alguma. O que me irrita é ter de escrever sobre as melhorias que poderiam ser implantadas no sistema educacional do país, ou ter de ouvir que os cientistas desenvolveram um novo traje espacial que possibilitará a vida na lua sem auxílio de propulsores a jato, ou ainda ter de saber sobre a merda do superaquecimento global e o derretimento das porras das calotas polares. Como o Davi e eu um dia concordamos "quando essa coisa nos atingir de fato, estaremos mortos. Até lá, a gente curte o calorzinho". (E, se for o caso de faltar água, bem... O Rio Amazonas, que eu saiba, ainda permanece em território brasileiro. Se bem que a Ana costumava nadar no Velho Chico, então talvez eu prefira migrar lá pr'os cantos de Minas/Bahia por conta desses fatores meramente sentimentais.)
O problema é que se você não sabe discorrer sobre todas essas coisinhas, vira um "alienado", sem papo. Paralelo de ameba. Por algum motivo, o vivente com maior acesso a uma gama interminável de informação tem que ser capaz de discutir o código penal brasileiro e propor soluções pra todo tipo de pepino, até mesmo para o narcotráfico que, não tão raro assim, ele financia, ao mesmo tempo que se liga em temas decorrentes do cotidiano social, como amizade, respeito etc - pode ser só pra passar na faculdade e encher lorota naquelas redações chatas acerca de tudo aquilo sobre o que tu não quer saber. Bah, esse tipo de coisa me dá nojinho.
E a violência me dá desgosto. u.u' Porque eu penso que, em parte, ela é inerente ao ser humano... ou seria ao idiota?

beat it, michael jackson

sábado, 6 de outubro de 2007

Clothing

Pela primeira vez, em 18 anos e 8 meses, eu sairei determinada a comprar roupas.
Sempre visto o que me dão. Hoje, porém, \o/ vou me dar o que usar.
Incluso uma camiseta branca, porque eu estou louca atrás de alguma camiseta branca decente. Aliás, compro logo duas... Isso me livra de sair por aí à moda pijama.
Entende? Eu tenho que crescer, me habilitar. Fui.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Celular

Quando tu não usa o celular pra muita coisa, ele tem, basicamente, duas funções: ou é bip pra Mãe preocupada, ou é um poderosíssimo campo eletromagnético pra propaganda e engano.
Outro dia, foi assim...
-- Alô?
-- Mãe?!
-- Er... Fala, filho.
-- Mãe, eu sei que não é você.
-- Pô, foi mal, cara. Mas, mesmo assim, tá precisando de alguma coisa?
Túúú, túúú, túúú...

-- Alô?
-- Oi, Andrea. Aqui é da Companhia seiláquenome.
-- Er... Sim?
-- Você está trabalhando atualmente?
-- Bom, eu tô cumprindo aviso.
-- E daqui quantos dias você estará disponível (atente à palavra; não é estranho como isto soa?)?
-- Daqui quinze dias.
-- Então, estamos entrando em contato por causa de uma vaga de emprego.
-- Opa, legal.
-- Você já ouviu falar/conhece a Companhia seiláquenome?
-- Nope.
-- Blá, blá, blá, blá, blá. E estamos precisando de alguém seiláoquenãoseimaislá telemarketing.
-- Hm. Basicamente, eu teria que passar o dia atendendo telefone, né?
-- Você - segue uma longa explicação eufemística sobre atendimento e .extração. de dúvidas. Tem interesse?
-- Não.
-- A Companhia seiláquenome agradece a atenção.
Daí eu viro e digo:
-- Meow! Meu celular agora inventou de me arranjar propostas de emprego!
-- Hm. E foi uma boa proposta?
-- Não, mas, pô, foi um começo. Onde é que tu já viu celular avisando que tem vaga aqui e acolá?
-- Verdade, coisa de outro mundo.
Chegando em casa, foi que eu me alembrei... O número do meu celular está distribuído de forma praticamente homogênea pela internet: tá no orkut, tá em sites estranhos, tá, inclusive, num site de currículos. Olha aí o meu milagre... É engraçado isso; toda vez que eu penso que forças sobrenaturais estão agindo sobre o meu cotidiano, percebo que, na real, sou o agente causador delas.
E... e... Bum.

ouvindo the year of the cat, al stewart.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Indo, sem grandes coerências...

Daí domingo foi meu último dia na loja. Saí de lá com cinco listas enormes de filmes pra assistir, a maioria drama ["taí teu perigo, taí teu perigo"], e algum princípio de saudade. Saudade das minhas dancinhas por entre as prateleiras; de Madagascar, Letra & Música e dos filmes do Elvis rodados a esmo pra distração geral; de alguns clientes de gosto mais afiado, que passaram pra categoria de "conhecidos"; saudade da Thaís e, principalmente, do Thiago e as nossas discussões futurísticas sobre a humanidade mais as análises pseudopsiquiátricas envolvendo as mulheres desacompanhadas e os homens à procura de fortes emoções. O tipo de pessoa que vale muito a pena conhecer.
Era bem assim: "que será que o Thiago tem pra me explicar hoje?".

Uma coisa que eu reparei: só depois de retomar algumas coisas é que você percebe o quanto pequenos hábitos podem fazer falta. Por exemplo, eu fui alugar filmes. É, pode parecer ridículo, dado o fato d'eu ter trabalhado numa locadora todo esse tempo, mas fui! E, meeeeeeeow, que delícia é passar uma hora e meia escolhendo aquele montão de capa colorida e sinopse interessante pra levar pra casa! E nessa sexta-feira agora, eu vou sair!!! Sabe há quanto tempo eu não tenho uma sexta à noite?! \o/ Meeeeeeeow, é muito lindo isso! E mais: sábado, eu retomo o Rascunhos; no feriado, se as coisas se arranjarem conforme tô planejando, me mando pra praia! Huá!!! :0D

Esperando no balcão com os filmes, eis que surge ao meu lado a Isa. Então eu me pergunto o que não faz a distância, porque nos cumprimentamos sorrindo e eu fiquei com as boas lembranças da amizade, como se não tivéssemos brigado, como se eu não tivesse ficado com raiva dela, como se ainda houvesse muito o que conversar. (Juro que, se não estivesse com horário, a convidava pra assistir a algum dos meus filmes.) Gosto de esbarrar nas pessoas assim, pelo menos naquelas que não fazem falta, sabe? É bom, parece que tá todo mundo curado das diferenças e daqueles motivos pequeninhos que resultaram naquela briga que explodiu ninguém sabe onde.

Eu fico cá com meus botões pensando que sou uma criatura extrema e cinicamente autosuficiente pra ser alguém que, quando sente falta de algo, sente falta daquilo que vem do outro, ou daquilo que podia ser com o outro. Não sinto falta de sabedoria, beleza, talentos, whatever. Mas sinto falta de atenção, carinho, vozes, às vezes até de brigas - porque o outro é que me motiva a saber, a descobrir, a me enfeitar, a enfeitar tudo o que vejo. Contudo, não me é nada difícil deixar de lado todas essas "necessidades" na falta; eu me pego bancando todos os papéis com facilidade. Tudo fica mais fácil quando é de mim pra mim.
(Meu medo é ver chegar o dia em que eu vou perceber que já me acomodei a essa condição...)

Já tô pensando no próximo trampo. Queria trabalhar em alguma balada, algum barzinho legal. Quem sabe no Barzinho da Esquina, da Vila Madá? Pra curtir mais essa febre noturna que acende São Paulo no escuro...
Vou sentir saudade do Thiago me chamando de Madaga.
^^//

ouvindo fadas, luís melodia.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

shattered


tenho um poeta guardado para as noites inspiradas
só que ele anda sem musa, palavras ou detalhes...
e começa a pensar que tem cabeça e mãos atadas
à idéia de que as idéias e as musas fizeram-s'entalhes

ele tá pendurado de cabeça pra baixo, à espera
d'algum código secreto, algum abraço de criança,
uma canção de recomeço, algum lapso de fera,
mas começa a saber:
a espera,
feito procura,
também cansa.

ai, ai, que o meu poeta vive de saudade do que não viu
e mais ainda eu, que vivo com saudade do que já foi
pois o que foi, eu vivi e ninguém o viu
e ele tem o que não viu sem ter vivido o que lhe foi.

ah. saudosismos do caralho a quatro, e suas mini estórias!
eu que tenho no umbigo friozinho de memórias,
sei que o poeta me resguarda, as ressalva e até ressente
pois me confino nelas chorando e ele as mente.

(...)
não sei como terminar. aliás, acho que esse é um poema sem meios de finalização.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

cd fodástico: i feel good

1. eleanor rigby, the beatles
2. aeroporto, bidê ou balde
3. too lost in you, sugababe
4. perdão você, marisa monte
5. dites moi tu, karpatt
6. maria, maria, elis regina
7. 200,000, citizen cope
8. ali, skank
9. dream on, jamie cullum
10. eu sei, legião urbana
11. piece of my heart, janis joplin
12. quereres, caetano veloso
13. suspicious mind, elvis presley
14. do it, lenine
15. stand by me, marvin gaye
16. minha alma, o rappa
17. a thousand miles, vanessa carlton
18. fadas, luís melodia
19. coconut skins, damien rice
20. esquadros, adriana calcanhoto
21. heart in a cage, the strokes
22. maneiras, zeca pagodinho

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

sobre quando o seu irmão inventa de namorar sério...

-- Davi, Davi!
-- Que é?!
-- A aliança!
-- Que é que tem?!
-- Tá na mão errada!
-- Ah, não é na esquerda, não?!
-- Não, é na outra!
=0) É um abextado.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

uma bazooka para a mel

eu nunca tive tanta vontade de matar alguém.
pega a pessoa mais chata que tu conhece, eleva à infinita potência e terá uma idéia da criatura que eu tive que aturar hoje. o nome do ser em questão é camila. camila se considera a última cocada do deserto, quando não passa dum misto de hipopótamo com alguma cobra peçonhenta.
e eu tenho muita, muita, muuuuuita vontade de lhe fazer gestinhos obscenos... mas, como não pode, me contento em fazer cara de poucos amigos e fornecer respostas monossilábicas seguidas de maldições inaudíveis.
passei o dia arquitetando planos infalíveis pra fazê-la su
mir... dar uma "checada" nos freios do carro; deixar cair a casca de banana acidentalmente; guaraná de banha com xixi; água sanitária na garrafinha pra matar a sede; dardos envenenados; capinhas de dvd embebidas em super bonder (...) porém, acabei chegando à conclusão de que a solução mais eficiente e original seria mesmo uma bazooka.
tem ser que é foda. u.ú

à parte o contragosto, porém, deu-se um diálogo interessante entre mim e uma velhinha que eu costumo atender na loja:
-- esse a prova aqui você já assistiu? (velhinha)
-- já assisti, sim.

-- pois é... eu já peguei umas três vezes e não consigo assistir.
-- meow, eu acho chato. só que, sei lá, o pessoal vê algo nesse filme e diz que é bonzão.
-- é, pois é. mas não é, não.

-- é, vai entender...
-- é né... gosto a gente não discute, só lamenta. (g.e.n.i.a.l)

como eu tô sem um pingo de sono, vou ter que sair amanhã pra dar uma avaliada em apartamentos (hey you guys! /o/ we're gonna leave Monte Kemel!) e tô sem mais que fazer, eis aqui a minha listinha de
filmes e músicas boas dos últimos tempos...
e... é isso.
ouvindo mentiras, adriana calcanhoto. o/

terça-feira, 4 de setembro de 2007

(...)

"(...) o que fazes sem pensar aprendeste do olhar
e das palavras que eu guardei pra ti
não penso em me vingar
não sou assim
a tua insegurança era por mim

não basta o compromisso
vale mais o coração
já que não me entendes, não me julgues
não me tentes
o que sabes fazer agora
veio tudo de nossas horas
eu não minto, eu não sou assim
ninguém sabia e ninguém viu
que eu estava a teu lado então
sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
sou minha mãe e minha filha,
minha irmã, minha menina
mas sou minha, só minha e não de quem quiser
sou deus, tua deusa, meu amor (...)"