segunda-feira, 23 de abril de 2007
sábado, 21 de abril de 2007
Na videolocadora...
Chega o cliente procurando It's All Gone, Pete Tong, sem saber o título em português, nome de ator, nome de diretor; sem saber inclusive o gênero do filme. (Entende?) Então tá:
-- Oi, você tem aquele DVD... Ih caralho, esqueci o nome em português.
-- Opa, então diz qual é o nome original mesmo.
-- Acho que é It's All Gone, Pete Tong.
-- Vish. Okok, procuremos. É drama, suspense, é o quê?
-- Não sei, não.
-- Sabe o nome de algum ator?
-- Não sei também não. (Risos.)
-- Bom, então vejamos nesta prateleira de Cinearte, que costuma ter esses filmes alternativos.
Não tinha.
-- Quem sabe no drama?
-- É, com um título desses, talvez.
Não tinha.
-- Ok, tentemos o Google. Mas não garanto nada, porque a internet desse pc é aquelas coisas, sabe?
Foi. Achamos: It's All Gone → Ritmo Acelerado. Prateleira dos Lançamentos.
Daí aparece essa mãe procurando por Hook, A Volta do Capitão Gancho. Abre a boca e fala como se tivesse fumado uns três rolinhos.
-- Olha, desculpa, a gente não vai ter o filme. Muita gente tem procurado, porque uma professora aí pediu que os alunos assistissem, mas quem conseguiu alugar ainda não devolveu.
-- É, filha, eu disse... A gente tem que ir na Block, aqui não vai nada. E vocês deveriam ter algum tipo de controle sobre isso. Não têm o telefone da pessoa?
-- Temos, e cobramos, mas o filme tem passado de mão em mão e a pessoa vai pagar pelo atraso.
-- Mas vocês deveriam ter algum controle.
[-- Sim, sim. Amanhã, a polícia, juntamente com o FBI, o exército e a Scotland Yard estarão na casa do indivíduo.]
-- Sim, senhora.
Então aparece a moça com uma coisinha pendurada no cabelo: um sagüi. Sagüi, sagüi, sabe? Um macaquinho de 15 cm de corpo e 30 cm de rabo.
E aparece a coreana sem falar um A em português. And I explane to her that without a CPF she won't be able to do much in Brazil. Then I tell her that she should look for some information on necessary documents for foreign people, so she could open a bank account or register in places like videoshops.
-- Google, you know Google? Google can help you. Or, if that will be the case, Poupa-Tempo.
E pra explicar o que é Poupa-Tempo foram mais 10 minutos de conversa...
Pois foi nessa que apareceu a moça no celular:
-- Bas cobo assin dão dá? Pede bra Cabila. Faz isso bra bin, tá?
Eu entrei na cozinha, a Sheila abaixou no balcão, o meu gerente deu um jeito de sumir, a Laís ficou olhando pra minha cara disfarçando a gargalhada e o Rafa deu aquela viradinha pra tossir enquanto atendia A Fanha. Diga-se de passagem, A Fanha é freqüentadora assídua de nossas prateleiras...
E o Daniel - meu gerente - começou a contar do dia em que uma cliente o molestou. Ela é mais velha e sempre dá um jeito de colocar a mão nas costas dele. Naquela sexta-feira, porém, ele não teve como fugir e a mão dela desceu livremente.
-- Ela apalpou legal, viu. (E faz a cara de sem jeito.)
Daí veio o dia em que o Daniel teve que me mostrar como é que se organizava a prateleira de pornôs. É entrar na salinha e você dá de cara com um monte de pênis e vaginas. Eu e ele com ar impassível.
-- O pessoalzinho gosta dos filmes brasileiros, por isso esses vão aqui em cima, mais visíveis. Daí a gente organiza por marca. Os mais procurados são esses da Sexxxy, por isso vão aqui, nas primeiras prateleiras. Então vêm os filmes com as orientais e, lá em baixo, os mais trash.
Chega esta criatura então:
-- E que filme bom você tem aí?
-- Que gênero tu prefere?
-- Hoje eu quero algo mais leve.
Sugiro um monte.
-- Já vi, já vi, já vi, já vi.
-- Bom, tem esse aqui ó: Elsa & Fred.
-- Uaaaaaaaau, putz, que legal!!! Eu estava querendo muito assistir a esse filme! Valeu. Toca aqui!!!
Hi5, you guys.
Então eu começo a formular minhas primeiras teorias: são raras as criaturas freqüentadoras da videolocadora que não chegam e caminham direto para a seção de Lançamentos. Daí a serzinha aqui vai sugerir algum filme, porque, afinal, há pessoas que aceitam (exigem!) sugestões e, qual não é a surpresa, ouve de resposta "já vi, já vi, já vi, já vi (...)". Eu, que tenho a tendência miserável de julgar as pessoas a fundo pelo que vejo na capa, me empolgo muito mais com os tipos que entram e caminham pela loja inteira - dão uma olhada nos dramas, nas comédias, nos romances, nos clássicos, nos infantis e, também, nos lançamentos - do que com aqueles que trafegam em linha reta pela loja.
As mulheres são as que mais passeiam pela loja, mas também as que constituem a maior parte dos clientes chatos/as que atendemos, e os homens são os que mais correm para a seção de Lançamentos e retornam ao balcão sem terem dado olhada alguma em outra seção.
O número de mulheres à procura de comédias românticas e romances equipara-se ao número de homens à procura de suspenses e filmes de ficção, o que me leva a acreditar que a mulher ainda é aquela que sonha com um final feliz e que o homem ainda é aquele que defende o lar, não teme sangue e traz o jantar pra casa.
E eu ainda estou à espera daquele(a) cliente que me fará sugerir Caindo na Real... ;0D
Ai, ai... É isso. o//
Ouvindo: Like Dylan In The Movies, Belle & Sebastian.
-- Oi, você tem aquele DVD... Ih caralho, esqueci o nome em português.
-- Opa, então diz qual é o nome original mesmo.
-- Acho que é It's All Gone, Pete Tong.
-- Vish. Okok, procuremos. É drama, suspense, é o quê?
-- Não sei, não.
-- Sabe o nome de algum ator?
-- Não sei também não. (Risos.)
-- Bom, então vejamos nesta prateleira de Cinearte, que costuma ter esses filmes alternativos.
Não tinha.
-- Quem sabe no drama?
-- É, com um título desses, talvez.
Não tinha.
-- Ok, tentemos o Google. Mas não garanto nada, porque a internet desse pc é aquelas coisas, sabe?
Foi. Achamos: It's All Gone → Ritmo Acelerado. Prateleira dos Lançamentos.
Daí aparece essa mãe procurando por Hook, A Volta do Capitão Gancho. Abre a boca e fala como se tivesse fumado uns três rolinhos.
-- Olha, desculpa, a gente não vai ter o filme. Muita gente tem procurado, porque uma professora aí pediu que os alunos assistissem, mas quem conseguiu alugar ainda não devolveu.
-- É, filha, eu disse... A gente tem que ir na Block, aqui não vai nada. E vocês deveriam ter algum tipo de controle sobre isso. Não têm o telefone da pessoa?
-- Temos, e cobramos, mas o filme tem passado de mão em mão e a pessoa vai pagar pelo atraso.
-- Mas vocês deveriam ter algum controle.
[-- Sim, sim. Amanhã, a polícia, juntamente com o FBI, o exército e a Scotland Yard estarão na casa do indivíduo.]
-- Sim, senhora.
Então aparece a moça com uma coisinha pendurada no cabelo: um sagüi. Sagüi, sagüi, sabe? Um macaquinho de 15 cm de corpo e 30 cm de rabo.
E aparece a coreana sem falar um A em português. And I explane to her that without a CPF she won't be able to do much in Brazil. Then I tell her that she should look for some information on necessary documents for foreign people, so she could open a bank account or register in places like videoshops.
-- Google, you know Google? Google can help you. Or, if that will be the case, Poupa-Tempo.
E pra explicar o que é Poupa-Tempo foram mais 10 minutos de conversa...
Pois foi nessa que apareceu a moça no celular:
-- Bas cobo assin dão dá? Pede bra Cabila. Faz isso bra bin, tá?
Eu entrei na cozinha, a Sheila abaixou no balcão, o meu gerente deu um jeito de sumir, a Laís ficou olhando pra minha cara disfarçando a gargalhada e o Rafa deu aquela viradinha pra tossir enquanto atendia A Fanha. Diga-se de passagem, A Fanha é freqüentadora assídua de nossas prateleiras...
E o Daniel - meu gerente - começou a contar do dia em que uma cliente o molestou. Ela é mais velha e sempre dá um jeito de colocar a mão nas costas dele. Naquela sexta-feira, porém, ele não teve como fugir e a mão dela desceu livremente.
-- Ela apalpou legal, viu. (E faz a cara de sem jeito.)
Daí veio o dia em que o Daniel teve que me mostrar como é que se organizava a prateleira de pornôs. É entrar na salinha e você dá de cara com um monte de pênis e vaginas. Eu e ele com ar impassível.
-- O pessoalzinho gosta dos filmes brasileiros, por isso esses vão aqui em cima, mais visíveis. Daí a gente organiza por marca. Os mais procurados são esses da Sexxxy, por isso vão aqui, nas primeiras prateleiras. Então vêm os filmes com as orientais e, lá em baixo, os mais trash.
Chega esta criatura então:
-- E que filme bom você tem aí?
-- Que gênero tu prefere?
-- Hoje eu quero algo mais leve.
Sugiro um monte.
-- Já vi, já vi, já vi, já vi.
-- Bom, tem esse aqui ó: Elsa & Fred.
-- Uaaaaaaaau, putz, que legal!!! Eu estava querendo muito assistir a esse filme! Valeu. Toca aqui!!!
Hi5, you guys.
Então eu começo a formular minhas primeiras teorias: são raras as criaturas freqüentadoras da videolocadora que não chegam e caminham direto para a seção de Lançamentos. Daí a serzinha aqui vai sugerir algum filme, porque, afinal, há pessoas que aceitam (exigem!) sugestões e, qual não é a surpresa, ouve de resposta "já vi, já vi, já vi, já vi (...)". Eu, que tenho a tendência miserável de julgar as pessoas a fundo pelo que vejo na capa, me empolgo muito mais com os tipos que entram e caminham pela loja inteira - dão uma olhada nos dramas, nas comédias, nos romances, nos clássicos, nos infantis e, também, nos lançamentos - do que com aqueles que trafegam em linha reta pela loja.
As mulheres são as que mais passeiam pela loja, mas também as que constituem a maior parte dos clientes chatos/as que atendemos, e os homens são os que mais correm para a seção de Lançamentos e retornam ao balcão sem terem dado olhada alguma em outra seção.
O número de mulheres à procura de comédias românticas e romances equipara-se ao número de homens à procura de suspenses e filmes de ficção, o que me leva a acreditar que a mulher ainda é aquela que sonha com um final feliz e que o homem ainda é aquele que defende o lar, não teme sangue e traz o jantar pra casa.
E eu ainda estou à espera daquele(a) cliente que me fará sugerir Caindo na Real... ;0D
Ai, ai... É isso. o//
Ouvindo: Like Dylan In The Movies, Belle & Sebastian.
sábado, 14 de abril de 2007
Amor na Matemática
"As folhas tantas do livro de matemática, um quociente apaixonou-se um dia doidamente por uma incógnita. Ele, quociente, produto notável de uma importantíssima família de polinômios, e ela uma simples incógnita da mais mesquinha equação lateral.
Oh, que inequação tremenda! Mas, como vocês todos sabem, o amor vai de menos infinito a mais infinito: o amor não tem limites nem derivados.
Foi numa maravilhosa noite de primeiro diedro de setembro que ele a encontrou. Ela, numa secção circular, no meio de n incógnitas e n equações, se punha em evidência, com seu belo vestido de linhas trapézio-isósceles. Olhou-a de vértice à base; olhou-a de todos os ângulos agudos e obtusos. Era uma figura ímpar: olhos rabóides, boca trapezóide, corpo ortogonal e linhas senoidais.
Fez de sua vida uma vida paralela à dela até se encontrarem no infinito.
-- Quem és tu? - perguntou ele com ânsia radical. E ela com expressão algébrica de quem ama, respondeu-lhe docemente:
-- Eu sou a soma dos quadrados dos catetos, mas pode me chamar de Hipotenusa (ao quadrado).
Eles se amaram ao quadrado da velocidade da luz, numa 6ª potenciação, traçando ao sabor do momento e da paixão, retas, curvas, círculos e linhas cossenoidais, no jardim da quarta dimensão. Ele a amava e a recíproca também era verdadeira, e por teorema anterior concluímos que se adoravam numa proporção contínua e diferencial em todo o intervalo aberto da vida.
Finalmente eles resolveram se casar, constituir mais que um lar: uma perpendicular. Convidaram para padrinhos o poliedro e a bissetriz e traçaram planos, equações e diagramas para o futuro, sonhando com uma felicidade integral.
Três quadrantes mais tarde, quando ela já estava com as coordenadas todas positivas, eles se casaram numa matriz. Tiveram uma secante e dois diametrozinhos muito engraçadinhos.
Para completar a alegria descobriram que eram primos entre si. Que felicidade: ela já havia sofrido 4 operações e algumas simplificações, mas continuava bela e esbelta. O amor entre eles crescia em P.G...
Foi quando surgiu entre eles o máximo, o máximo divisor comum, freqüentador de círculos concêntricos e viciosos, que ofereceu a ela grandeza absoluta e reduziu-se a um simples denominador comum.
O quociente, consciente desta regra de três, vira que com ela já não formava mais um todo, uma unidade; era o vértice deste triângulo, também chamado amoroso. E deste problema que era uma simples fração, a mais ordinária e imprópria. Foi então que resolveu determinar um ponto de descontinuidade na vida dos outros dois.
Numa noite fria do primeiro semi-período, quando encontrou os dois amantes em amoroso colóquio, sua mente tornou-se ponto de acumulação de raiva e de vingança: puxou o 45, fez um giro de 20 graus e aplicou a solução trivial.
Isto foi o necessário e suficiente para que os dois amantes passassem para o campo imaginário e ele, quociente, fosse parar num pequeno intervalo de pequenos buracos quadráticos, onde passou o resto de sua desgraçada existência e unicidade.".
Este texto é dos anos setenta. ;0D Quem diria? Há números humanos também.
Oh, que inequação tremenda! Mas, como vocês todos sabem, o amor vai de menos infinito a mais infinito: o amor não tem limites nem derivados.
Foi numa maravilhosa noite de primeiro diedro de setembro que ele a encontrou. Ela, numa secção circular, no meio de n incógnitas e n equações, se punha em evidência, com seu belo vestido de linhas trapézio-isósceles. Olhou-a de vértice à base; olhou-a de todos os ângulos agudos e obtusos. Era uma figura ímpar: olhos rabóides, boca trapezóide, corpo ortogonal e linhas senoidais.
Fez de sua vida uma vida paralela à dela até se encontrarem no infinito.
-- Quem és tu? - perguntou ele com ânsia radical. E ela com expressão algébrica de quem ama, respondeu-lhe docemente:
-- Eu sou a soma dos quadrados dos catetos, mas pode me chamar de Hipotenusa (ao quadrado).
Eles se amaram ao quadrado da velocidade da luz, numa 6ª potenciação, traçando ao sabor do momento e da paixão, retas, curvas, círculos e linhas cossenoidais, no jardim da quarta dimensão. Ele a amava e a recíproca também era verdadeira, e por teorema anterior concluímos que se adoravam numa proporção contínua e diferencial em todo o intervalo aberto da vida.
Finalmente eles resolveram se casar, constituir mais que um lar: uma perpendicular. Convidaram para padrinhos o poliedro e a bissetriz e traçaram planos, equações e diagramas para o futuro, sonhando com uma felicidade integral.
Três quadrantes mais tarde, quando ela já estava com as coordenadas todas positivas, eles se casaram numa matriz. Tiveram uma secante e dois diametrozinhos muito engraçadinhos.
Para completar a alegria descobriram que eram primos entre si. Que felicidade: ela já havia sofrido 4 operações e algumas simplificações, mas continuava bela e esbelta. O amor entre eles crescia em P.G...
Foi quando surgiu entre eles o máximo, o máximo divisor comum, freqüentador de círculos concêntricos e viciosos, que ofereceu a ela grandeza absoluta e reduziu-se a um simples denominador comum.
O quociente, consciente desta regra de três, vira que com ela já não formava mais um todo, uma unidade; era o vértice deste triângulo, também chamado amoroso. E deste problema que era uma simples fração, a mais ordinária e imprópria. Foi então que resolveu determinar um ponto de descontinuidade na vida dos outros dois.
Numa noite fria do primeiro semi-período, quando encontrou os dois amantes em amoroso colóquio, sua mente tornou-se ponto de acumulação de raiva e de vingança: puxou o 45, fez um giro de 20 graus e aplicou a solução trivial.
Isto foi o necessário e suficiente para que os dois amantes passassem para o campo imaginário e ele, quociente, fosse parar num pequeno intervalo de pequenos buracos quadráticos, onde passou o resto de sua desgraçada existência e unicidade.".
Este texto é dos anos setenta. ;0D Quem diria? Há números humanos também.
o.o
Há algum tempo, eu perguntei pra Mãe se ela e o pai tinham uma música deles e, olhem só, descobri que é Forever Young do Alphaville. O bicho, né?
Daí perguntei se ela e o Custódio tinham alguma. E ela me disse que qualquer música cubana servia.
Alguma teoria? Porque eu tenho várias...
Daí perguntei se ela e o Custódio tinham alguma. E ela me disse que qualquer música cubana servia.
Alguma teoria? Porque eu tenho várias...
quinta-feira, 12 de abril de 2007
Gravei um cd bonzão
1. um girassol da cor de seu cabelo (Skank e Ira!)
2. something in the way she moves (The Beatles)
3. o vento (Los Hermanos)
4. flamenco classica (Guitar Solos Edition)
5. meu amor, meu bem, me ame (Zeca Baleiro)
6. fool (Shakira)
7. romance ideal (Paralamas do Sucesso)
8. waiting for love (Pink)
9. chove chuva (Jorge Ben Jor)
10. wish you were here (Goo Goo Dolls e Limp Biskit)
11. vida real (Engenheiros do Hawaii)
12. burning up (Eagle Eye Cherry)
13. se... (Djavan)
14. limehouse blues (Django Reinhardt)
15. mesmo que mude (Bidê ou Balde)
16. get the party started (Lisa Hannigan, Damien Rice)
17. sonho meu (Paulinho Moska, Woman On Top Soundtrack)
18. is this love (Bob Marley)
19. consumado (Arnaldo Antunes)
20. cookie jar (Jack Johnson)
2. something in the way she moves (The Beatles)
3. o vento (Los Hermanos)
4. flamenco classica (Guitar Solos Edition)
5. meu amor, meu bem, me ame (Zeca Baleiro)
6. fool (Shakira)
7. romance ideal (Paralamas do Sucesso)
8. waiting for love (Pink)
9. chove chuva (Jorge Ben Jor)
10. wish you were here (Goo Goo Dolls e Limp Biskit)
11. vida real (Engenheiros do Hawaii)
12. burning up (Eagle Eye Cherry)
13. se... (Djavan)
14. limehouse blues (Django Reinhardt)
15. mesmo que mude (Bidê ou Balde)
16. get the party started (Lisa Hannigan, Damien Rice)
17. sonho meu (Paulinho Moska, Woman On Top Soundtrack)
18. is this love (Bob Marley)
19. consumado (Arnaldo Antunes)
20. cookie jar (Jack Johnson)
sexta-feira, 23 de março de 2007
Combinações Zodiacais (Terra Esotérico)
Signos de Fogo
Aquário - Áries
Nenhum dos dois dá muita bola para a opinião alheia. Ambos fogem da rotina e pagam para participar de uma boa peripécia. Se pudessem viver isolados do mundo, seriam uma espécie de corsários inter-galácticos, pirateando diversão e aventura de planeta em planeta, sem se preocupar com o rumo da aeronave. Como, infelizmente, vivem num mundo repleto de gente e tentações, a vida a dois sofrerá percalços quando aquário cismar em sair em bando e áries, sempre avesso a programas de turma, armar uma confusão.
Aquário - Leão
O famoso e explosivo caso dos opostos complementares. Leão só conjuga a primeira pessoa do singular: eu, eu, eu. Aquário é fascinado pelo plural "nós", que pode se referir ao time de vôlei, aos companheiros de pôquer ou aos vizinhos do quarteirão. O encontro entre o narcisista leão e o coletivista aquário será algo como uma conferência de paz árabe-israelense: provavelmente não dará em nada, mas por pura inflexibilidade dos participantes - todos eles, afinal, meio parentes.
Aquário - Sagitário
Grandes comparsas por todas as causas perdidas. Idealistas ao extremo, levantarão fundos para os refugiados do mundo inteiro, passarão abaixo-assinados contra a corrupção no Congresso e tentarão um financiamento para lançar uma revista político-literária, intitulada "a causa do povo". Serão imbatíveis como dupla militante - aquário com suas convicções ferrenhas, sagitário com sua fé inabalável. Único problema: o senso de justiça aquariano, salomônico demais, pode levá-lo a dizer que o sagitariano estava errado neste ou naquele pormenor, o que redundará numa briga de proporções apocalípticas.
Signos de Água
Aquário - Câncer
O caranguejo pode acentuar seus hábitos de reclusão se conviver com um aquariano. Cada vez que o aquário insistir para eles largarem tudo e tentarem uma nova vida como observadores de focas na Antártida, o canceriano correrá para debaixo dos cobertores maldizendo o dia em que resolveu unir seu destino ao desse maluco inconseqüente. Porém - e os grandes romances são feitos exatamente de poréns - ninguém é melhor que o aquariano para desentocar o canranguejo do tédio de sua concha.
Aquário - Escorpião
O jogo de sedução neste caso é dos mais complexos e enguiçados. Escorpião emite um olhar magnético na direção de aquário, daqueles que costumam paralisar qualquer um dos outros 11 signos. Aquário sente apenas uma leve brisa do lado esquerdo do ombro. Escorpião se aproxima e, com voz profunda e gutural - mais aquele olhar cheio de segundas intenções -, pergunta ao aquariano se ele já experimentou um colchão de penas de ganso. Aquário, um tanto intrigado, responde que lhe parece um artefato pouco ecológico. Escorpião ri alto e joga a cabeça para trás. Aquário, decididamente, não entende nada. Só resta ao escorpião tomar impulso e jogar aquário sobre o sofá.
Aquário - Peixes
Peixes para aquário: "eu nunca lhe disse antes, mas naquele dia que você me deu uma água-marinha eu tinha certeza de que nosso caso iria durar para sempre, e fiz este medalhão que não tiro nem para dormir.". Aquário: "quando é que foi mesmo?", e sutilmente estende a mão para o jornal em cima da poltrona. Peixes: "ora, eu lembro até hoje, chovia a cântaros e você estava vestido com aquele...". Aquário abre o jornal na página de esportes. Peixes, embevecido, continua com suas lembranças. "Desgraçado!", berra repentinamente o aquariano, "juiz vendido, isto não vai ficar assim!". E sai da sala sem entender, meia hora depois, porque peixes se trancou no quarto e não quer abrir a porta.
Signos de Ar
Aquário - Gêmeos
Já vimos que eles foram feitos para passar a noite juntos, conversando. Podem inclusive não passar disso por meses a fio, mas quando se decidirem por um diálogo mais corporal é importante que gêmeos lembre que certas coisas nunca se dizem - por exempo, "nossa, você é mesmo uma falsa magra.". Até aquarianas têm sentimentos.
Aquário - Libra
Ambos pairam acima de certas esquisitices, como ataques de ciúmes, crises de choro e taquicardias. Este casal jamais dará vexames em público. O problema é que também nunca se beijarão cinematograficamente em despedidas de aeroporto, o que, para um libriano, é um dever de estilo do qual ele não abre mão. Resta ao aquário aprender todos os salamaleques que o libriano considera indispensáveis na vida a dois. Talvez por isto a união, embora aconselhável, seja instável.
Aquário - Aquário
Tudo que ainda estiver para ser inventado será descoberto por eles: a praia sem turistas onde passar as férias, um método de congelar comida que dura seis anos, um modo de fazer os impostos pagos reverterem em algum benefício social. A casa deles será a open-house mais acolhedora do planeta: amigos, conhecidos, amigos dos conhecidos e viajantes totalmente desconhecidos terão sempre um lugar reservado nela. Ninguém vai permitir que este casal pense em divórcio - seria um deserviço público em geral.
Signos de Terra
Aquário - Touro
Touro não gosta de surpresas, e isto é o que vai ter de sobra convivendo com um aquariano. O carinhoso e ciumento taurino se transformará num Minotauro e investirá com todos seus chifres a cada excentricidade ou sumiço do parceiro. Pior ainda quando o aquário se recusar a dar o relatório das suas atividades no fim de semana. São tipos muito diferentes e, exatamente por isso, vivem caídos um pelo outro.
Aquário - Virgem
A imensidão dos espaços siderais - aquário - contrastando com a simetria perfeita e asseada de um flat todo pintado de branco - virgem. Fica difícil. O virginiano, como o canceriano, tem horror a extravagâncias, mas no caso de aquário é ainda pior: além de ter de tolerar as idéias repentinas, terá de se conformar com cinzeiros transbordando, pastas de dente estouradas e livros desencapados pela casa inteira. Só mesmo o amor para aproximá-los.
Aquário - Capricórnio
O cabrito montanhês é o único capaz de refrear a eletricidade aquariana e impedir que ela descambe num curto-circuito. O aquariano é o único capaz de rejuvenescer o capricorniano, convencê-lo a tirar a barba ou trocar o tailleur cinza por um tubinho colorido. Será uma vida a dois de eternos contrastes, com um resultado final muito equilibrado. Equilíbrio de malabaristas, sem dúvida: uma corda-bamba de conservadorismo extremo e futurismo alucinado.
Putz meow, esse site é o máximo! Eu me divirto! ;0D
Aquário - ÁriesNenhum dos dois dá muita bola para a opinião alheia. Ambos fogem da rotina e pagam para participar de uma boa peripécia. Se pudessem viver isolados do mundo, seriam uma espécie de corsários inter-galácticos, pirateando diversão e aventura de planeta em planeta, sem se preocupar com o rumo da aeronave. Como, infelizmente, vivem num mundo repleto de gente e tentações, a vida a dois sofrerá percalços quando aquário cismar em sair em bando e áries, sempre avesso a programas de turma, armar uma confusão.
Aquário - Leão
O famoso e explosivo caso dos opostos complementares. Leão só conjuga a primeira pessoa do singular: eu, eu, eu. Aquário é fascinado pelo plural "nós", que pode se referir ao time de vôlei, aos companheiros de pôquer ou aos vizinhos do quarteirão. O encontro entre o narcisista leão e o coletivista aquário será algo como uma conferência de paz árabe-israelense: provavelmente não dará em nada, mas por pura inflexibilidade dos participantes - todos eles, afinal, meio parentes.
Aquário - Sagitário
Grandes comparsas por todas as causas perdidas. Idealistas ao extremo, levantarão fundos para os refugiados do mundo inteiro, passarão abaixo-assinados contra a corrupção no Congresso e tentarão um financiamento para lançar uma revista político-literária, intitulada "a causa do povo". Serão imbatíveis como dupla militante - aquário com suas convicções ferrenhas, sagitário com sua fé inabalável. Único problema: o senso de justiça aquariano, salomônico demais, pode levá-lo a dizer que o sagitariano estava errado neste ou naquele pormenor, o que redundará numa briga de proporções apocalípticas.
Signos de Água
Aquário - CâncerO caranguejo pode acentuar seus hábitos de reclusão se conviver com um aquariano. Cada vez que o aquário insistir para eles largarem tudo e tentarem uma nova vida como observadores de focas na Antártida, o canceriano correrá para debaixo dos cobertores maldizendo o dia em que resolveu unir seu destino ao desse maluco inconseqüente. Porém - e os grandes romances são feitos exatamente de poréns - ninguém é melhor que o aquariano para desentocar o canranguejo do tédio de sua concha.
Aquário - Escorpião
O jogo de sedução neste caso é dos mais complexos e enguiçados. Escorpião emite um olhar magnético na direção de aquário, daqueles que costumam paralisar qualquer um dos outros 11 signos. Aquário sente apenas uma leve brisa do lado esquerdo do ombro. Escorpião se aproxima e, com voz profunda e gutural - mais aquele olhar cheio de segundas intenções -, pergunta ao aquariano se ele já experimentou um colchão de penas de ganso. Aquário, um tanto intrigado, responde que lhe parece um artefato pouco ecológico. Escorpião ri alto e joga a cabeça para trás. Aquário, decididamente, não entende nada. Só resta ao escorpião tomar impulso e jogar aquário sobre o sofá.
Aquário - Peixes
Peixes para aquário: "eu nunca lhe disse antes, mas naquele dia que você me deu uma água-marinha eu tinha certeza de que nosso caso iria durar para sempre, e fiz este medalhão que não tiro nem para dormir.". Aquário: "quando é que foi mesmo?", e sutilmente estende a mão para o jornal em cima da poltrona. Peixes: "ora, eu lembro até hoje, chovia a cântaros e você estava vestido com aquele...". Aquário abre o jornal na página de esportes. Peixes, embevecido, continua com suas lembranças. "Desgraçado!", berra repentinamente o aquariano, "juiz vendido, isto não vai ficar assim!". E sai da sala sem entender, meia hora depois, porque peixes se trancou no quarto e não quer abrir a porta.
Signos de Ar
Aquário - GêmeosJá vimos que eles foram feitos para passar a noite juntos, conversando. Podem inclusive não passar disso por meses a fio, mas quando se decidirem por um diálogo mais corporal é importante que gêmeos lembre que certas coisas nunca se dizem - por exempo, "nossa, você é mesmo uma falsa magra.". Até aquarianas têm sentimentos.
Aquário - Libra
Ambos pairam acima de certas esquisitices, como ataques de ciúmes, crises de choro e taquicardias. Este casal jamais dará vexames em público. O problema é que também nunca se beijarão cinematograficamente em despedidas de aeroporto, o que, para um libriano, é um dever de estilo do qual ele não abre mão. Resta ao aquário aprender todos os salamaleques que o libriano considera indispensáveis na vida a dois. Talvez por isto a união, embora aconselhável, seja instável.
Aquário - Aquário
Tudo que ainda estiver para ser inventado será descoberto por eles: a praia sem turistas onde passar as férias, um método de congelar comida que dura seis anos, um modo de fazer os impostos pagos reverterem em algum benefício social. A casa deles será a open-house mais acolhedora do planeta: amigos, conhecidos, amigos dos conhecidos e viajantes totalmente desconhecidos terão sempre um lugar reservado nela. Ninguém vai permitir que este casal pense em divórcio - seria um deserviço público em geral.
Signos de Terra

Aquário - Touro
Touro não gosta de surpresas, e isto é o que vai ter de sobra convivendo com um aquariano. O carinhoso e ciumento taurino se transformará num Minotauro e investirá com todos seus chifres a cada excentricidade ou sumiço do parceiro. Pior ainda quando o aquário se recusar a dar o relatório das suas atividades no fim de semana. São tipos muito diferentes e, exatamente por isso, vivem caídos um pelo outro.
Aquário - Virgem
A imensidão dos espaços siderais - aquário - contrastando com a simetria perfeita e asseada de um flat todo pintado de branco - virgem. Fica difícil. O virginiano, como o canceriano, tem horror a extravagâncias, mas no caso de aquário é ainda pior: além de ter de tolerar as idéias repentinas, terá de se conformar com cinzeiros transbordando, pastas de dente estouradas e livros desencapados pela casa inteira. Só mesmo o amor para aproximá-los.
Aquário - Capricórnio
O cabrito montanhês é o único capaz de refrear a eletricidade aquariana e impedir que ela descambe num curto-circuito. O aquariano é o único capaz de rejuvenescer o capricorniano, convencê-lo a tirar a barba ou trocar o tailleur cinza por um tubinho colorido. Será uma vida a dois de eternos contrastes, com um resultado final muito equilibrado. Equilíbrio de malabaristas, sem dúvida: uma corda-bamba de conservadorismo extremo e futurismo alucinado.
Putz meow, esse site é o máximo! Eu me divirto! ;0D
segunda-feira, 19 de março de 2007
A sobriedade do discurso
O mundo todo é uma bagunça... Ninguém se escuta, todos se batem, se xingam, cuidam dos seus e se arranjam como podem. Há pessoas que não têm o que comer, outras que não têm onde morar e outras que morrerão na fila do transplante de rim, mas isto, convenhamos, é papo para discussões com duração média de duas horas e 'pegapacapá' de quinze minutos na consciência.
Só que então vai aparecer esse moço na avenida ─comprando─ a minha coolaboração num projeto em prol da educação. "É o seguinte: eu estou arrecadando fundos para lançar um projeto que (...)" conceda tantos e tantos benefícios à população brasileira. Daí, alguns passos adiante, vai aparecer este pequeno grupo de ativistas do Greenpeace mobilizando um milhão de assinaturas que intimem o governo a tomar providências mais sérias em torno da questão ambiental de mil tratados ineficazes, enquanto todo mundo caga no rio, volta pra casa em algum veículo expelidor de gases causadores de efeito estufa e esquece que o governo é o principal investidor das madeireiras. Dali cinco minutos, entremeio às pregações do Greenpeace, ao discurso do candidato no palanque, ao projeto de cunho futurista do nosso amigo educador, às distribuições de panfletos e amostras de arte, ignora-se um mendigo.
A questão não é quanto tempo essas reflexões/observações de merda perduram na cabeça, ou qual a parte de cada um na construção de um mundo melhor, ou ainda quanto vale a porra de uma consciência. É esse amor pela humanidade, essa coisa que impregna. Mesmo sendo um fatalista, enumerador das proezas podres do mundo, você se sensibiliza de tal maneira que essa esperança que as pessoas carregam, que os filmes, as letras e a convivência proclamam, te alcança. Chega mesmo a irritar, filho da puta: um sentimentozinho tão intocável, contraditório e, ainda assim, tão ironicamente humano...
A mim não dói pensar que o mundo talvez esteja se aproximando dum desfecho ruim, catastrófico etc e tal; não dói pensar que, entre os homens, já não há um relacionamento em si, mas sim uma globalização e até mesmo uma exposição de babaquices e interesses; não dói pensar no egocentrismo de toda essa gente que só quer passar bem, muito bem. O que dói realmente é pensar no inocente que morre, no fato de que 40% da população brasileira não sabe ler nem escrever, na fome, no mendigo que eu aprendi a ignorar, ou ainda naquele cara enfiado num hospital com uma doença infalível. Porque é triste. Porque é esse o tipo de coisa que nos atinge: a falta. As causas dela, porém, são apenas alvos de empreendimentos filantrópicos e, até onde vai a nossa boa-vontade, ineficazes, como demonstram os gráficos de quaisquer injúrias. Mas, como eu disse, isto não passa de papo para discussões 'pegapacapá' de quinze minutos na consciência...
Agora, como há de ser, você e eu voltaremos aos nossos afazeres: pensaremos naquela pessoinha que nos faz sentir bem, voltaremos às conversas raras de confiança, em que se destilam nossas mais íntimas bobagens e devaneios acerca de desimportâncias crucialmente importantes para nossas insignificantes vidas, escolheremos uma música que rime com nosso estado de espírito momentâneo e indagaremos sobre o filme que vai passar às 22h no SBT, ou, o que seria bem mais proveitoso, afinal televisão é um lixo - só passa merda -, sentaremos a um canto dando cabo ao livro de 700 páginas sobre a vida e os ideiais prodigiosos de Jesus, Gandhi, Che Guevara, John Lennon (...)
Só que então vai aparecer esse moço na avenida ─comprando─ a minha coolaboração num projeto em prol da educação. "É o seguinte: eu estou arrecadando fundos para lançar um projeto que (...)" conceda tantos e tantos benefícios à população brasileira. Daí, alguns passos adiante, vai aparecer este pequeno grupo de ativistas do Greenpeace mobilizando um milhão de assinaturas que intimem o governo a tomar providências mais sérias em torno da questão ambiental de mil tratados ineficazes, enquanto todo mundo caga no rio, volta pra casa em algum veículo expelidor de gases causadores de efeito estufa e esquece que o governo é o principal investidor das madeireiras. Dali cinco minutos, entremeio às pregações do Greenpeace, ao discurso do candidato no palanque, ao projeto de cunho futurista do nosso amigo educador, às distribuições de panfletos e amostras de arte, ignora-se um mendigo.
A questão não é quanto tempo essas reflexões/observações de merda perduram na cabeça, ou qual a parte de cada um na construção de um mundo melhor, ou ainda quanto vale a porra de uma consciência. É esse amor pela humanidade, essa coisa que impregna. Mesmo sendo um fatalista, enumerador das proezas podres do mundo, você se sensibiliza de tal maneira que essa esperança que as pessoas carregam, que os filmes, as letras e a convivência proclamam, te alcança. Chega mesmo a irritar, filho da puta: um sentimentozinho tão intocável, contraditório e, ainda assim, tão ironicamente humano...
A mim não dói pensar que o mundo talvez esteja se aproximando dum desfecho ruim, catastrófico etc e tal; não dói pensar que, entre os homens, já não há um relacionamento em si, mas sim uma globalização e até mesmo uma exposição de babaquices e interesses; não dói pensar no egocentrismo de toda essa gente que só quer passar bem, muito bem. O que dói realmente é pensar no inocente que morre, no fato de que 40% da população brasileira não sabe ler nem escrever, na fome, no mendigo que eu aprendi a ignorar, ou ainda naquele cara enfiado num hospital com uma doença infalível. Porque é triste. Porque é esse o tipo de coisa que nos atinge: a falta. As causas dela, porém, são apenas alvos de empreendimentos filantrópicos e, até onde vai a nossa boa-vontade, ineficazes, como demonstram os gráficos de quaisquer injúrias. Mas, como eu disse, isto não passa de papo para discussões 'pegapacapá' de quinze minutos na consciência...
Agora, como há de ser, você e eu voltaremos aos nossos afazeres: pensaremos naquela pessoinha que nos faz sentir bem, voltaremos às conversas raras de confiança, em que se destilam nossas mais íntimas bobagens e devaneios acerca de desimportâncias crucialmente importantes para nossas insignificantes vidas, escolheremos uma música que rime com nosso estado de espírito momentâneo e indagaremos sobre o filme que vai passar às 22h no SBT, ou, o que seria bem mais proveitoso, afinal televisão é um lixo - só passa merda -, sentaremos a um canto dando cabo ao livro de 700 páginas sobre a vida e os ideiais prodigiosos de Jesus, Gandhi, Che Guevara, John Lennon (...)
Ass.: números, engenheiros do hawaii.
domingo, 18 de março de 2007
O__________________O
"Menino de 8 anos mata garoto de 3 a pauladas
A população de Novo Progresso, no oeste do Pará, está chocada com a morte de Kauã Damásio Peres, de 3 anos. Ele foi levado de dentro da escola por outro aluno, um garoto de 8 anos, para um terreno baldio, estuprado, morto a pauladas e depois decapitado com uma faca. O corpo foi encontrado na manhã de quarta-feira e ontem cerca de mil pessoas foram em passeata para a porta do fórum da comarca pedir justiça.
O juiz Celso Marra Gomes ouviu o assassino em depoimento e depois, por medida de segurança, determinou a transferência para Santarém, onde se encontra sob proteção do Conselho Tutelar. A perversidade do crime surpreendeu até o delegado José Casemiro Beltrão, um homem acostumado no enfrentamento aos crimes violentos que dominam Novo Progresso.
Foi Beltrão quem deteve o menino com a arma do crime nas mãos e vestígios de sangue da vítima pelo corpo. Ao ser questionado pelo juiz sobre o motivo do crime, o menino disse apenas que não gostava de Kauã.
Eliana, a mãe da vítima, ficou chocada com o crime. "Meu Deus, que mundo é este em que vivemos?".".
A população de Novo Progresso, no oeste do Pará, está chocada com a morte de Kauã Damásio Peres, de 3 anos. Ele foi levado de dentro da escola por outro aluno, um garoto de 8 anos, para um terreno baldio, estuprado, morto a pauladas e depois decapitado com uma faca. O corpo foi encontrado na manhã de quarta-feira e ontem cerca de mil pessoas foram em passeata para a porta do fórum da comarca pedir justiça.
O juiz Celso Marra Gomes ouviu o assassino em depoimento e depois, por medida de segurança, determinou a transferência para Santarém, onde se encontra sob proteção do Conselho Tutelar. A perversidade do crime surpreendeu até o delegado José Casemiro Beltrão, um homem acostumado no enfrentamento aos crimes violentos que dominam Novo Progresso.
Foi Beltrão quem deteve o menino com a arma do crime nas mãos e vestígios de sangue da vítima pelo corpo. Ao ser questionado pelo juiz sobre o motivo do crime, o menino disse apenas que não gostava de Kauã.
Eliana, a mãe da vítima, ficou chocada com o crime. "Meu Deus, que mundo é este em que vivemos?".".
Caramba, meow!!
sexta-feira, 16 de março de 2007
Esse pessoal da Ásia Meridional
Pela internet, falo com dois indianos e um paquistanês. Os três fazem engenharia mecatrônica. Um dos indianos - cujo nome não lembro, tampouco saberia pronunciar porque é um baita dum nome - toca bateria e a gente passa a tarde tentando identificar nossos termos para prato, ximbal, bumbo, caixa, virada, pulsação, colcheia, etc a quatro.
Com o outro indiano, de nome estranho e, no momento, esquecido, eu discuto religião e essas coisas um tanto mais ibope... E ele, com a maior paciência do mundo, me ensina sobre as vacas, me fala da Índia, de política, o que acha e não acha; falamos da economia mundial, globalização, os interesses secretos de ambos os países, o fascismo da mídia e até arriscamos um papo mais deprê: "ninguém me entende, sou um mero escravo do sistema".
Com o paquistanês, Kashan Qayyum, o papo gira em torno de cultura inútil e lembranças. Neste exato momento, ele está me contando sobre o seu caso de universidade com uma amiga, que terminou recentemente porque a menina teve que casar. Enquanto isso, mando uma música do Cazuza e alguns poeminhas meus "traduzidos" para o inglês.
[ O que não faz uma segunda língua e um comunicador instantâneo, hein minha gente?! Ah-hai! ]
Falo também com um canadense, uma australiana e uma irlandesa. O canadense é um folgado bonitão, a australiana nunca está on sem que seja às 6h da manhã e a irlandesa deve ter encontrado o Damien porque não aparece faz tempo por estas bandas.
Mas meus gringos favoritos mesmo são os asiáticos... Tão mais interessantes e interessados. ^^'
Com o outro indiano, de nome estranho e, no momento, esquecido, eu discuto religião e essas coisas um tanto mais ibope... E ele, com a maior paciência do mundo, me ensina sobre as vacas, me fala da Índia, de política, o que acha e não acha; falamos da economia mundial, globalização, os interesses secretos de ambos os países, o fascismo da mídia e até arriscamos um papo mais deprê: "ninguém me entende, sou um mero escravo do sistema".
Com o paquistanês, Kashan Qayyum, o papo gira em torno de cultura inútil e lembranças. Neste exato momento, ele está me contando sobre o seu caso de universidade com uma amiga, que terminou recentemente porque a menina teve que casar. Enquanto isso, mando uma música do Cazuza e alguns poeminhas meus "traduzidos" para o inglês.
[ O que não faz uma segunda língua e um comunicador instantâneo, hein minha gente?! Ah-hai! ]
Falo também com um canadense, uma australiana e uma irlandesa. O canadense é um folgado bonitão, a australiana nunca está on sem que seja às 6h da manhã e a irlandesa deve ter encontrado o Damien porque não aparece faz tempo por estas bandas.
Mas meus gringos favoritos mesmo são os asiáticos... Tão mais interessantes e interessados. ^^'
Assinar:
Postagens (Atom)
