terça-feira, 29 de setembro de 2009

canção noturna [skank]

misterioso luar de fronteira
derramando no espinhaço quase um mar
clareando a aduana
venezuela, donde estás?
não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar

minha camisa estampada com o rosto de Elvis
a minha guitarra é minha razão
minha sorte anunciada
misteriosamente a lua sobre nada
não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar
não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar
espalhe por aí boatos de que eu ficarei aqui
espalhe por aí boatos de que eu ficarei aqui

vem, mamacita, doida e meiga
sempre o âmago dos fatos
minha guerra e as flores do cactos
poema, cinema, trincheira
não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar

um cego na fronteira, filósofo da zona
me disse que era um dervixe
eu disse pra ele, camarada
acredito em tanta coisa que não vale nada
não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar
não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar
espalhe por aí boatos de que eu ficarei aqui
espalhe por aí boatos de que eu ficarei aqui

não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar
não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar
velejando, viajando, sol quarando
meu querer, meu dever, meu devir
e eu aqui a comer poeira
que o sol deixará
não sei por que nessas esquinas vejo seu olhar
não sei por que nessas esquinas vejo seu olhar