sexta-feira, 26 de junho de 2009

meu horóscopo no Metro Diversão

"A Lua forma um aspecto tenso com Urano, seu astro, no domingo. É comum um aumento no índice de acidentes, quedas e topadas, já que você está propenso a mudar de direção rapidamente, e não estará olhando muito por onde anda. Fique ligado.".

Adoro quando o horóscopo zela pela minha integridade física.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

superpoderes

Quando eu era pequena, cismava que conseguia ver o mundo girando. E corria chamar a Mãe, pra ver se ela notava. Dizia que ela tinha que se concentrar no azul e não nas nuvens. Ela olhava um pouco – os adultos nunca olham tempo suficiente pr’aquilo que a gente aponta – e concluía que eu estava apenas observando o vento empurrar as nuvens em contraste com o azul. Eu dizia que não, que era ela quem não via, então ela dizia que tinha coisa gostosa na cozinha e o assunto se encerrava ali. É realmente muito fácil me fazer calar a boca...
Eu também cismava que conseguia enxergar as bactérias. Chamava a Mãe e perguntava se ela estava vendo a bactéria passando bem na ponta do meu nariz. E ela dizia que era bem provável que houvesse bactérias em tudo que é lugar do meu nariz, mas que, se eu estava vendo algo diferente do usual, é porque estava vesga. Então eu respondia que aquilo não era ficar vesga, era sim um modo secreto de olhar as bactérias. E novamente o assunto se encerrava quando ela mencionava a cozinha.
Daí veio o dia em que eu utilizei meu método de enxergar bactérias à noite. Nunca me ocorreu que eu dependesse da claridade do Sol para vê-las. E eu fiquei testando o método secreto até sentir que meus olhos iam quebrar. Por algum motivo, eu não as via. Daí corri chamar a Mãe pra perguntar o que tinha acontecido, mas resolvi ficar quieta na hora. Pensei comigo que ela ia falar dos meus olhos quebrados e dizer algo sobre elas serem invisíveis. Larguei de mão e decidi retomar o teste pela manhã. Aproveitaria, igualmente, pra ver se o mundo ainda girava – à noite, eu não podia sair de casa pra me certificar de que o mundo continuava girando, mas também não me importava, pois ficava tudo muito escuro pr’eu ver qualquer coisa.
Pela manhã, o mundo ainda girava e eu consegui ver as minhas bactérias. O que eu não entendia era por que motivo não as vira de noite, se na escola e em casa todo mundo dizia que elas estavam em toda parte a todo o momento.
Bem... Isso foi um dilema na minha vida e eu só obtive resposta quando me toquei de que o Sol é o pai de todas as cores e efeitos ópticos para sacar que o que eu via eram manchinhas transparentes decorrentes do encontro da luz com aquelas coisas que você (não) enxerga quando fica vesgo. E, afinal, o que eu via girar também não era o mundo. Bastou olhar pr’o céu num dia sem nuvens... O azul fica parado.
Não preciso nem dizer o impacto que isso teve sobre a minha pequena pessoa. Foi trágico; acabei subtraindo um monte de superpoderes por conta da razão. Minhas únicas habilidades especiais remanescentes eram a de catadora de pecinhas de Lego que o Davi perdia pela sala e, claro, o serviço de tradutora que eu prestava aos meus pais quando ele balbuciava um dialeto babão.
Comecei a aprender a ser grande. Ser grande era entender das coisas. Depois a gente descobre que não, que é entender menos, mas, ok, vamos relevar essa parte. Deixei as bactérias; o mundo girando; as acrobacias tortas (eu tinha uma estrela e uma cambalhota que eram de matar... literalmente); a toalhinha com capucho que servia de capa; os planos infalíveis para entrar na cozinha enquanto meus pais ainda dormiam, e passei a me dedicar ao estudo das coisas. E observei coisas muito interessantes. Por exemplo, notei que a água que corre para o ralo corre num sentido só e que essa água que sai da torneira é a mesma que passa no rio, que enche por causa da chuva. Então corri perguntar pra Mãe por que a água corria num sentido só e como é que se fazia chuva. E ela me disse que a Terra tinha ímãs gigantes que faziam a água girar em determinados sentidos. E eu achei a explicação meio fajuta, porque, veja bem: por algum motivo, não faz sentido eu dizer que enxergo bactérias, mas faz todo o sentido do mundo dizer que a água corre pr’um único lado, só porque tem um íma de geladeira gigante lá na ponta do iceberg... Hello-o, até eu, que tenho um senso crítico totalmente prejudicado, sei que não tem coisa mais ridícula. Mas tudo bem.
... Então ela disse que a chuva só se fazia chuva por conta dessa água do rio, que é a mesma que sai da torneira. Daí eu pensei um pouco e quis saber: se a água da chuva é a mesma do rio e a do rio é a mesma da torneira, isso quer dizer que é sempre a mesma água e que ela enche uma quantidade limitada de nuvens, rios e torneiras... Que se faz se a gente beber tudo? Mamãe ficou mudinha e aí eu entendi que ninguém entende realmente nada.

Larguei de mão dessa ideia de entender das coisas. Esperto foi o cara que, pra evitar maiores compromissos, inventou a expressão “é tudo muito relativo”. Comecei a debandar pelo mundo, que não mais girava e, ironicamente, passei a desenvolver, certo que muito aos pouquinhos, outros superpoderes.
Tipo o superpoder de ler bons amigos. E um outro, que se chama paciência – com os bons amigos, inclusive. E o superpoder de abrir potes de conserva sozinha. Acho que, basicamente, foram esses e uns outros de menor importância...
De vez em quando, eu ainda fico vesga pra lembrar das bactérias que eu via, mas confesso que é só pra não perder o hábito de brincar com o Sol. Ah, e o mundo voltou a girar, sim. Só que agora eu percebo isso olhando as pessoas muito mais do que o céu...

terça-feira, 2 de junho de 2009

Alice Ruiz

Vocês não vão acreditar, mas eu mandei um e-mail para a moça perguntando sobre a possibilidade de agendar uma entrevista, a fim de batermos um papo - eu preciso fazer um trabalho para a faculdade. Não é que a moça respondeu? XD

Segue a resposta na íntegra:

Oi, Andrea,
estou devendo tantas entrevistas e não consigo achar tempo. Você tem pressa?
Teu e-mail foi tão simpático que me deu vontade de te atender. Talvez uma coisa rápida por telefone.
O meu é (XX) XXXX-XXXX. Não uso celular.
Abraço

Alice
Site: www.aliceruiz.mpbnet.com.br
Blog: http://aliceruiz.com.br

Quem aí tiver qualquer curiosidade sobre a vida dela (com ou sem Paulo Leminski), me fala. Pretendo ligar até o final da semana. /o/

deem uma olhada...

saudade do papel

domingo, 31 de maio de 2009

estágio e disciplina

Eu tenho um pequeno problema com disciplina. Aliás, "pequeno" é eufemismo. Tenho é um PUTA problema com disciplina. Até alguns meses atrás, pensava que o fato de me pagarem para fazer um trabalho bem feito era meu único ponto positivo em questão de disciplina. Eu gosto de ganhar dinheiro e, por isso, faria o que tivesse que fazer e me responsabilizaria de bom grado por uma série de tarefas. Dinheiro significa independência e, honestamente, é o símbolo do único tipo de independência que me falta conquistar.
Mas daí apareceu o tédio. O tédio de ficar sentada o tempo inteiro, escrevendo sobre coisas que, francamente, não me dizem respeito algum e pelas quais eu não tenho nenhum respeito. Sabe, eu sou uma vendida pr'o mercado de trabalho, pr'o sistema e o caralho, mas não consigo me vender com toda aquela pose se a prateleira não me agrada. Essa minha raiz idealista berra - é, de fato, uma anta quadrada... Faz o maior discurso amoral; fala que é pela grana até não poder mais, mas se perde se a caixa registradora tá enfurnada no lugar "errado".
Bom, enfim, o que aconteceu? Aconteceu que eu perdi o último viés de disciplina que me restava. O tédio me venceu e a crise econômica se encarregou do resto: minha empresa estava sofrendo uma série de cortes - estão regulando até o chocolate da máquina de café! - e eu fui cortada do meu departamento.
Comigo, trabalhava uma outra redatora. A mina é ninja. Responsável, eficientíssima, da área de publicidade e propaganda, fazia tudo direitinho. Eu também fazia direitinho, mas fazia cada vez menos, sabe? Sem vontade de porra nenhuma, a não ser socializar. O pessoal da empresa era muito batuta e eu ficava andando pela sala de meias - porque a gente podia ficar descalço - fofocando, discutindo vida amorosa, ideias úteis e inúteis. Quando eu digo que existe relação entre o fato de a sociedade industrial não valorizar o tempo de ócio e o aumento do preço do cigarro, estou coberta de razão (é um raciocínio simples - eu explico pra quem quiser, é só deixar recado). Nossas discussões eram bem mais produtivas do que a porra do serviço.
Retomando, minha produtividade atingiu um nível pífio. Eu não conseguia me domesticar a fim de parecer uma profissional comprometida, porque, de fato, eu não me sentia comprometida com nada ali, senão os papos. É verdade que o volume de trabalho andava meio capenga, mas é também verdade que eu poderia ter me aplicado bem mais, para, pelo menos, parecer tão competente quanto a mina ninja. Só que eu não tenho dessas cismas. Não sou de insistir com coisas que não me satisfazem, ainda que precise muito delas.
Eu vinha cuspindo no meu próprio prato. Não soube dar valor e creio que agora é o tempo d'eu ficar no meu canto, pastando, pra ver se aprendo alguma coisa. Preciso me disciplinar. Preciso recuperar as notas na faculdade, cuidar dessa pequena família surtada e encontrar um outro estágio - depressa. De preferência, algo que tire de mim uma vontade maior que essa vontade de porra nenhuma que eu tenho de vez em sempre.

sábado, 16 de maio de 2009

São Jorge, por favor, me empresta o dragão

pr'eu poder duelar com justeza. E, se não for pra afastar os inimigos, que seja pra me arrumar um outro, com escamas grossas e garras, no lugar de palavras afiadas.
Eu pedi a ela que ficasse um tempo, não todo tempo do mundo, mas só o suficiente pr'eu tirar dali mais do que costumo. Eu queria tirar os segredos, ideais, pensamentos aleatórios, bobagens, vícios, maldades e guardá-los todos numa caixa.
Mas ela não quis. Ao invés disso, quis ir embora; tentou segurar a minha mão e fingir que estava tudo bem. Eu, meio hipocondríaco, queria explicações... Senão explicações, ao menos sintomas que justificassem aquele desinteresse todo. Só que não havia nada, muito menos resposta.
Talvez fosse medo. Não tem doença maior que o medo. Só que, novamente, ela não tremia, nem parecia deprimir qualquer que fosse um último toque. Não há nada que apavore mais do que abraçar e não poder abraçar de novo. Será que ela não sabe disso? Ou não aprendeu? Eu ensino, eu ensinaria, mas me sentia num tal lugar comum que seria preciso um guindaste pra me tirar de lá.
Eu começava a desconfiar de toda aquela inércia, parecia de fato uma doença, ainda que assintomática. Ela continuava a conversar como se eu fosse um boneco de pano. Talvez fosse mesmo e eu só me arriscasse a suspeitar. Pensando bem, sempre achei minhas mãos pouco firmes. De vez em quando, chego mesmo a machucar com a força com que tenho de pegar para sentir as coisas passando por elas.
Sabe, eu não pedi muito. Pedir tempo às pessoas, hoje em dia, parece um pedido absurdo, mas eu só queria aprender coisas novas e ela me oprimiu com o vago. O esforço nem foi tão grande e eu me senti pequeno, porque, em algum minuto, me permiti acreditar que havia sentimentos reais ali. Ela não me soltava, mas também não preenchia espaço. E, convenhamos, quem é que quer mais um clipe de papel?
Comecei a pensar, então, que não havia fingimento não. E daí indaguei se hoje tá todo mundo assim tão protegido... Tão putamerda anestesiado... Afinal, ela não me sentia esvaindo, a mão soltando? Não me viu pedir? Eu juro que peço tão descaradamente... Quase como uma exigência.
Por isso, eu quero esse dragão. Pr'ele bater nela e fazê-la chorar! Ou então pra ser o dragão do horror imediato e ocupar o lugar dela de coisa que avassala e aflige aos pouquinhos, lentamente. Ela que eu não posso gritar, não posso insistir, porque é feio e eu não vou sobrepujar a liberdade de ninguém.
Mas é bem verdade que, talvez, não houvesse realmente nada e que eu tenha acreditado em alguma coisa, por força do muito desacreditar. Pensando bem, minha hipocondria deve ser falta de fé.

terça-feira, 12 de maio de 2009

O Bagulho Entrevista

Esses futuros jornalistas talentosos, viu? *-* E, claro, não podia faltar o Luís Mauro.
Acessem: http://obagulho.wordpress.com.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Twitter

Ok, vamos fingir que eu não postei as coisas que postei recentemente, nem que a minha vida está de pernas para o ar em todos os sentidos, e vamos falar de coisas interessantes. Como por exemplo o Twitter.
Estou completamente viciada. Ele facilita a minha vida. Tu quer saber das matérias dos sites de notícias, ou ficar mui bem suprida de reportagens sobre os Beatles e o Chuck Norris? Basta seguir os perfis certos! Até Marcelo Camelo tem Twitter! (Mas os tweets dele não são tão interessantes quanto as canções...)
E... e... bem. Vou ficar por lá. http://twitter.com/andrea_wk
o/

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Tem gente

... que não sabe ser homem.

Asifudê, viu? u.ú

sábado, 2 de maio de 2009

adooooooro

quando a minha vida sentimental fica uma merda da noite pr'o dia.
ah, mas que se foda. hoje eu vou pra virada me arrebentar.

-____-''